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Famosos » Verificada?

Especialista em Marketing questiona Instagram por conta de filha de Virgínia e Zé Felipe

Maria Alice já acumula quase quatro milhões de seguidores no Instagram

Bárbara Blanco Publicado em 08/06/2021, às 12h18

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

Maria Alice, filha da influencer Virgínia Fonseca e do cantor Zé Felipe, nasceu último dia 30 de maio, e já pode ser considerada uma celebridade. Os pais da criança criaram uma conta na rede social Instagram antes mesmo de seu nascimento e agora, com pouco mais de uma semana de vida, Mali, apelido dado à criança pelos pais, já acumula quase quatro milhões de seguidores e o selo de verificação para comprovar sua fama, fato que tem sido alvo de críticas. A professora universitária e especialista em marketing digital, Elis Monteiro fez uma publicação no Linkedin demonstrando indignação com a rede social.

“Ao dar o selo a um BEBÊ, o Instagram fere outra regra: de que a rede não é para crianças - a idade mínima para ter conta lá é de TREZE ANOS. Mas para filhos de famosos há sempre uma brecha, né? Como trabalhar seriamente assim? Vamos estimular a entrada em massa de crianças na rede ou isso só vale para crianças de pais sertanejos?”, comentou a consultora em seu perfil. A publicação já tem mais de mil reações e cerca de 130 comentários, muitos concordando com a opinião dela. Para entender melhor seu posicionamento, o Glow News conversou com Elis Monteiro.

A especialista relata que resolveu fazer o post porque acredita ser absurda a criação e manutenção dos perfis de crianças na rede social por dois motivos.

O primeiro é a exposição excessiva do bebê pelos próprios pais. “Por que essa obsessão com filhos de famosos? O que as pessoas querem ver ali? Elas estão consumindo o bebê como se fosse um produto. Para mim, sinceramente, não faz o menor sentido”, comenta Elis. Quanto a isso, as regras da rede social são claras: “você deve ter pelo menos 13 anos ou a idade mínima legal em seu país para usar o Instagram”. Portanto, ao permitir contas para as bebês celebridades, o Instagram iria contra os próprios termos.

A brecha encontrada pelos influenciadores que apostam nos perfis mirins é o fato de os pais, maiores de idade, gerenciarem as contas dos menores, o que teoricamente seria permitido, mas que esbarra em outro termo da rede: “você não pode criar uma conta para outra pessoa, a menos que tenha a permissão expressa dela”. No caso da Maria Alice, seria ético criar um perfil para uma criança que ainda não conseguiria dar o seu aval? Esse é o questionamento feito por muitos na internet.

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Já o segundo motivo se deve ao selo de verificação fornecido para a bebê. Não é fácil conquistar a verificação do Instagram. Você pode e deve solicitar o selo pela própria rede, enviando os seus dados pessoais, como RG ou carteira de motorista. Você também pode mandar links de matérias ou veículos que você já apareceu para provar que é alguém de influência. Mesmo se cumprir todos os requisitos, ainda assim não é garantido que receberá o selo, isso porque a rede social não é clara quanto aos critérios que utiliza para conceder a requisitada verificação.

Elis conta que alguns de seus clientes já receberam propostas dos funcionários da rede social Instagram, oferecendo o selo em troca de um valor expressivo em dinheiro. Em um dos casos, o pagamento cobrado era de R$5.000 mil. “Os escritórios que trabalham com influenciadores também vendem o selo e o mercado todo sabe disso, não é segredo para quem trabalha nesse seguimento”. Apesar de não ser ilegal, a especialista diz que esse é um esquema de comércio imoral e que o Instagram finge não saber, quando na realidade a própria consultora já denunciou um caso para a rede.

Maria Alice não é a única criança famosa. Os perfis de bebês filhos de influenciadores fazem muito sucesso online e movem milhões de usuários da rede social. Para Monteiro, no caso das celebridades kids, a influência dos pais é um fator considerado pela rede social ao fornecer a verificação. “Com certeza a fama do casal é o que fez o selo de verificação chegar, não tenho a menor dúvida disso. E isso destrói a reputação do Instagram, junto aos profissionais de marketing digital, e ele deveria se preocupar com isso também, afinal ele depende do dinheiro dos meus clientes, né?”, relata Elis, que diz sentir que seu trabalho no ramo perde a credibilidade devido às contradições da própria rede social. “Isso atrapalha sim o nosso trabalho, porque o cliente vai achar que é fácil fazer, afinal, até um bebê tem o selo”, conclui a especialista.

O Glow News entrou em contato com a assessoria de Virgínia e Zé Felipe, mas ainda não obteve uma posição sobre esse assunto.