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Comportamento » "Ponto sem nó"

Grife mineira usada por famosas é alvo de operação policial por fraude milionária e lavagem de dinheiro

A marca de roupas femininas Skazi estaria praticando sonegação fiscal

Redação Publicado em 22/06/2021, às 13h38 - Atualizado às 19h31

Reprodução
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Nesta terça-feira, dia 22, uma força-tarefa do Ministério Público de Minas Gerais, Receita Estadual e Polícia Civil cumpre 18 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e na cidade de Nova Lima. A operação chamada “Ponto sem nó" investiga uma possível sonegação fiscal praticada por empresários, diretores e funcionários da marca de roupas femininas Skazi, uma grife de luxo que já teve famosas como Silvia Braz, Thássia Naves e Mariana Rios em suas campanhas publicitárias.

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Segundo os dados do Ministério Público expostos pelo G1, a investigação se deve à venda de mercadorias sem a emissão de nota fiscal ou subfaturamento, ou seja, quando é colocado na nota valores bem mais baratos do que aquele pago pelo consumidor. Com isso, a loja estaria sonegando o imposto ICMS, que é uma arrecadação obrigatória de serviços que deve ser paga ao estado em que fica localizado o comércio para reverter a verba em outras funções. Por se tratar de uma grife de luxo, a Skazi estaria causando um prejuízo milionário aos cofres públicos. O valor não foi divulgado pelo MP.

A suspeita iniciou ao analisarem a receita da loja, conta Francisco Lara, auditor fiscal e coordenador da operação. "Chamou a atenção da receita a questão deles estarem no Simples Nacional. Só vocês terem uma ideia, o mercado da moda, Belo Horizonte é um polo da moda, né? E esse mercado da moda ele movimento por ano algo como 1,7 bilhão de reais de movimentação econômica. Aí chamou a atenção o recolhimento da empresa. No Simples Nacional, eles não estavam recolhendo a altura do porte", explica.

As investigações do Ministério Público também apontam que o grupo econômico “organizou-se de modo fragmentado em pequenas empresas, algumas em nome de ‘laranjas’, com o objetivo de enquadramento simulado no Simples nacional. Dessa forma, os investigados se beneficiariam da diminuição ilícita de tributos devidos". Por isso, além de crimes tributários, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O Ministério Público ressalta que a Skazi "detém um nome bastante conhecido no mercado" e que, em 2019, a empresa foi comprada pelo Grupo AMC Têxtil, rol de empresas que administra outras marcas famosas, como Colcci, Forum e Triton.

O Glow News está apurando informações exclusivas deste caso. Aguardem!!

Veja a reportagem exibida no MG2 da TV Globo Minas.