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Beleza » TRANSFORMAÇÃO

Mulher trans, Valentina Saluz, investe 80 mil para fazer cirurgia de feminização facial e ganha destaque na TV Globo

O resultado do processo de transformação de visual foi comemorado

Redação Publicado em 18/08/2021, às 16h27

Valentina Saluz - Reprodução/Instagram
Valentina Saluz - Reprodução/Instagram

O "Profissão Repórter" (TV Globo), da última terça-feira (17), mostrou a história de pessoas que buscam a cirurgia plástica durante o processo de transição de gênero. A diretora-executiva Valentina Saluz foi um dos destaques do programa jornalístico.

Figura importante no show business, Val, como é chamada carinhosamente pelos amigos, é uma mulher trans brasileira que se destacou por seu trabalho na França à frente de uma conceituada assessoria de imprensa. Recentemente, ela desembarcou no Brasil e escolheu uma clínica em São Paulo para realizar o sonho de fazer cirurgias de feminização facial e colocar prótese de silicone nos seios.

Sua decisão de realizar os procedimentos no Brasil foi pela capacitação dos médicos daqui e também, para estar mais próxima da família e amigos em um momento tão importante de sua vida.

“É um sonho muito grande, que eu não conseguiria explicar de forma alguma. É uma coisa que eu sonho há muito tempo. Eu viria caminhando de Paris a São Paulo para fazer isso”, contou ela em entrevista ao "Profissão Repórter".

A cirurgia de feminização facial remodela os ossos da face para suavizar os traços masculinos - os ossos da testa, queixo, mandíbula e também o pomo de Adão são modificados.

Reprodução/Profissão Repórter

Todos os procedimentos juntos (feminização facial e próteses de silicone) fizeram Valentina desembolsar R$ 80 mil, um valor que de acordo com a mesma, não chega nem perto da realização do sonho:

“Tudo muda depois da cirurgia, sobretudo o olhar de julgamento e deboche das pessoas. Muda a forma como você é vista e como você é tratada. Agora me sinto uma pessoa livre. A sensação é indescritível de paz interior".

Ela ainda contou que só conseguiu se assumir transexual quando se mudou para a Europa:

"A Valentina desabrochou na Europa, mas nasceu comigo. Porque eu sempre fui Valentina e sempre me chamei por esse nome desde criança. Mas a minha transição começou lá em Paris, onde eu me senti segura. Eu fiquei com muito medo de chegar aqui e descobrir como é ser trans no Brasil. Porque aqui não me sentia mais segura e via que não tinha ninguém para poder me proteger”.

A diretora-executiva relembrou episódios de violência e preconceito na infância, o que a fez sair do Brasil mais tarde:

"Quando eu tinha 8 anos, eu morava na casa da minha avó. Não tinha feito a minha transição ainda, mas sempre fui muito feminina no jeito de gesticular e de falar. Um dia, dois rapazes me ofereceram um doce na rua e me estupraram. Aquilo foi muito difícil porque não tinha ninguém para falar. Eu não confiava em ninguém para poder desabafar, pedir socorro e perguntar o que eu poderia fazer", desabafou ela, que continuou os relatos do passado:

"Coisas menores já tinham acontecido e, quando eu fui procurar ajuda, não tive. A culpa era sempre minha. E uma coisa que eu ouvia: ‘tu não quer ser viado?’. E eu não queria nada, eu não tinha esse tipo de pensamento nem tinha essa visão. Era apenas eu mesma. E isso não parou só ali. Eu resolvi pegar a primeira oportunidade e ir para longe, como se todos os meus problemas fossem acabar no momento que eu deixasse o país".

Após ter ficado cerca de 12 horas no centro cirúrgico, Valentina Saluz revelou estar satisfeita com o resultado das cirurgias:

“Eu sempre serei uma mulher trans, nem depois da cirurgia isso muda. Essa cirurgia é só para eu ter mais segurança. Do momento em que você acorda, se olha no espelho e se agrada com o que você está vendo e também da segurança e poder ir e voltar", finalizou.

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